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quinta-feira, 22 de abril de 2010

Dia 4 - 22/04/2010

4 Dia:


Hoje acordei ao som dos canticos dos monges gregorianos...momentos antes de acordar completamente dei por mim muito longe daqui....M..depois caí na real e toca a levantar...

O dia estava cinzento e as previsões na tv apontavam para um dia de chuva.


Saímos do albergue em direcção a "Najera".


A chuva continuava a ameaçar e cairam uns pingos mas nada de especial.








Chegamos a Najera por uma ponte muito bonita e uma vista fabulosa sobre toda a vila.










Aproveitamos para tomar o pequeno almoço no primeiro café que encontramos aberto.





Depois do pequeno almoço, fomos dar uma volta pela vila.




Escarpas de cortar a respiração, buracos tipo grutas nesses planaltos que já serviram ( e algumas ainda servem) para ali viverem pessoas. Nessas escarpas varios ninhos de cegonhas e cegonhas esvoaçavam em busca de alimento. Consegui uma foto fantastica de uma das cegonhas a sair do ninho graças a minha nova Fuji.














Continuamos o caminho, agora em direcção a Santo Domingo de la Calzada onde chegamos por volta da hora de almoço (hora espanhola).














Paragem pra lavar as bikes num estação de serviço pois estavam cobertas de lama.














Almoçamos e depois fomos visitar a Catedral.










Nunca tinha visto nada assim...














No altar da igreja estavam 2 galos vivos numa "capoeira de vidro" tipo Papamovil.









Para ver a Catedral por dentro tinha de pagar 3.50 eur.







Nao consigo compreender isto...uma igreja não é suposto ser para rezar e poder estar mais proximo de Deus?
Assim acho que estão a afastar... Mas só para que fique registado...as entradas mesmo a pagar tinham horas especificas pelo que não deu pra ver.




Limitei-me a tirar umas fotos até onde consegui esticar o braço...e sem flash..claro..pois isso tambem nao é permitido....






A chuva continuava a ameaçar e sempre que caíam uns pingos lá tinha de vestir o impermeavel.














Mas esta operação já se tinha feito umas 3 vezes. Começava a pensar que quando chovesse...era bom que estivessemos abrigados.














Continuamos em direcção a Belorado já com umas subidas bastante puxaditas. Já dava pra suar e bem!














Por esta altura o meu joelho direito ia dando pequenos estalidos e começava a sentir algumas dores. Não me recordo de ter batido com o joelho em lado nenhum, mas o que é certo é que ao tocar doía e parece estar pisado.Ao pedalar tambem doía.














Nesta altura lembrei-me de uma frase que li afixada num albergue traduzida de Espanhol: "sem dor não há gloria"...e isso começava a martelar na minha cabeça . Tempo ainda para ver uma pequena igreja construída dentro de uma escarpa! muito bonito!











A chuva finalmente apareceu e ainda veio a tempo de estragar os planos da etapa...acabamos por ficar em Villafranca montes de Oca para nao apanhar mais chuva.














Acabamos a etapa com 74 km (o planeado eram 86).














Arranjamos um hotel de 3 estrelas que serve como albergue privado e por 15 eur acho que vou dormir a melhor noite desta semana.Estou sozinho com o Daniel num quarto com 2 camas....e HIDROMASSAGEM!














Jantamos tambem no hotel e estivemos a fazer planos para as próximas etapas.














Amanha vamos a ver como se comporta o joelho e como terá ficado o caminho depois da chuva....














1 comentário:

  1. Peregrinos Manuel e Daniel,
    Ao ler as vossas crónicas não posso deixar de sentir uma enorme saudade desse fantástico Caminho.
    Percorre-lo, fazendo parte dele, é de facto uma experiência que nos transporta para um mundo fantástico de amizade, fraternidade e de enorme liberdade.
    Apenas hoje (embora todos os dias me pergunte, aonde estarão agora aqueles dois?...) pode ler as vossas incríveis aventuras, principalmente a fantástica descrição que consistiu vencer aquelas enormes e sucessivas paredes para ultrapassar os Pirinéus. Fez-me relembrar na perfeição o esforço que um rider faz para se guindar lá para cima e o sacana do atrelado tudo tenta para nos puxar no sentido inverso… Quem nos convenceu a ir de atrelado…hihihi
    Continuarei deste lado a seguir os vossos relatos e a desejar que o maldito joelho não crie dificuldades acrescidas. Bem sei o que isso é…
    Forte abraço.
    Ultreia
    Amândio Rodrigues

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